08 abril
[oficina municipal do teatro, coimbra]
O primeiro trabalho do projecto escandinavo Taxi Taxi! não é certamente revelador do seu bilhete de identidade. Nele encontramos composições envelhecidas pelo decurso de sucessivos Outonos, que parecem ter subsistido ao passar dos tempos, comportando mesmo amargurados traços de longas jornadas. Já a escrita surge-nos envolta num manto de sobriedade e maturidade, pontuada muitas vezes por uma agastada melancolia. E, no entanto, ...as suas autoras, Johanna e Miriam Eriksson Berhan, têm apenas 18 anos de idade.
Nascidas em Estocolmo, gravaram as suas primeiras faixas quando ainda tinham 15 anos, lançando as mesmas no myspace e assumindo a assinatura Taxi Taxi! Seguiram-se as primeiras audições, os primeiros artigos em blogs, e um crescente culto em torno das suas composições que lhes rendeu a curto prazo um significativo airplay em diversas rádios suecas. De seguida, a imprensa multiplicou as referências ao projecto, surgindo os primeiros concertos que acabariam por as levar a uma actuação no Festival de Roskilde, na Dinamarca.
Após dois embrionários EP's, a etiqueta Rumraket (fundada por elementos do conhecido projecto Efterklang) editou em 2009 o álbum Still Standing at Your Back Door, produzido por Johan Berthling (Tape). Para além de consolidar a posição das Taxi Taxi! como uma das maiores promessas da indie folk actual, este longa-duração tem a particularidade de antecipar um pouco do que podemos esperar de Miriam e Johanna em concerto, visto terem assumido elas mesmo, à semelhança do que fazem em palco, a gravação de todos os instrumentos utilizados em estúdio.
Pela primeira vez em Portugal, a convite da Lugar Comum, as Taxi Taxi! actuarão em quatro datas, ao longo dos primeiros dias de Abril.
Laetitia Sadier
19 março
[oficina municipal do teatro, coimbra]
A voz de Laetitia Sadier encontra-se intimamente ligada ao projecto Stereolab. Será um exercício difícil, senão impossível, o de imaginarmos o percurso do colectivo franco-britânico sem o registo vocal da sua principal letrista. Considerados por muitos como imprescindíveis, enquanto referência de enorme amplitude criativa nas últimas duas décadas, os Stereolab deixaram um extenso legado que se alonga desde as fronteiras da electrónica, do jazz, da bossanova e mesmo do indie rock, numa equação sempre difícil de se resolver.
Após um longuíssimo percurso, do qual constam colaborações pontuais com nomes tão relevantes como os Blur ou os High Llamas, Laetitia Sadier chega a 2010 apostada em prosseguir uma carreira a solo, pontuada por concertos raros e intimistas, tendo até à data se apresentado ocasionalmente em palco na companhia de Bradford Cox, com o qual assinou a composição Quick Canal, uma das mais belas faixas de 2009.
A convite da Lugar Comum, Laetitia viajará até ao nosso país para nos apresentar algumas das suas composições; oportunidade única para escutar um nome maior.
[oficina municipal do teatro, coimbra]
A voz de Laetitia Sadier encontra-se intimamente ligada ao projecto Stereolab. Será um exercício difícil, senão impossível, o de imaginarmos o percurso do colectivo franco-britânico sem o registo vocal da sua principal letrista. Considerados por muitos como imprescindíveis, enquanto referência de enorme amplitude criativa nas últimas duas décadas, os Stereolab deixaram um extenso legado que se alonga desde as fronteiras da electrónica, do jazz, da bossanova e mesmo do indie rock, numa equação sempre difícil de se resolver.
Após um longuíssimo percurso, do qual constam colaborações pontuais com nomes tão relevantes como os Blur ou os High Llamas, Laetitia Sadier chega a 2010 apostada em prosseguir uma carreira a solo, pontuada por concertos raros e intimistas, tendo até à data se apresentado ocasionalmente em palco na companhia de Bradford Cox, com o qual assinou a composição Quick Canal, uma das mais belas faixas de 2009.
A convite da Lugar Comum, Laetitia viajará até ao nosso país para nos apresentar algumas das suas composições; oportunidade única para escutar um nome maior.
Nancy Elizabeth
25 fevereiro
[museu nacional de machado de castro, coimbra]
Depois de se estrear com Battle & Victory, a inglesa Nancy Elizabeth apresenta Wrought Iron, um disco magnífico que cristaliza a britânica como um dos nomes mais sólidos do novo folk.
Em Wrought Iron, Elizabeth explora o silêncio como um elemento activo e sempre presente nas suas canções. Gravado num estúdio em Gales, as melodias do disco foram crescendo e estruturando-se em locais improváveis como numa casa de uma familiar nas Ilhas Faroé, na província de Aragão em Espanha ou no Lake District Inglês. Elizabeth assume-se em Wrought Iron como uma talentosa multi-instrumentista, capaz de, com o piano, guitarra ou percussão, oferecer belíssimos temas folk em câmara lenta, onde a simplicidade dos arranjos e a maravilhosa tonalidade da sua voz avançam directos para os nossos sentidos.
Coimbra terá a oportunidade imperdível de confirmar in loco uma das cantautoras mais interessantes da música que costuma morar na margem certa dos gostos alternativos.
[museu nacional de machado de castro, coimbra]
Depois de se estrear com Battle & Victory, a inglesa Nancy Elizabeth apresenta Wrought Iron, um disco magnífico que cristaliza a britânica como um dos nomes mais sólidos do novo folk.
Em Wrought Iron, Elizabeth explora o silêncio como um elemento activo e sempre presente nas suas canções. Gravado num estúdio em Gales, as melodias do disco foram crescendo e estruturando-se em locais improváveis como numa casa de uma familiar nas Ilhas Faroé, na província de Aragão em Espanha ou no Lake District Inglês. Elizabeth assume-se em Wrought Iron como uma talentosa multi-instrumentista, capaz de, com o piano, guitarra ou percussão, oferecer belíssimos temas folk em câmara lenta, onde a simplicidade dos arranjos e a maravilhosa tonalidade da sua voz avançam directos para os nossos sentidos.
Coimbra terá a oportunidade imperdível de confirmar in loco uma das cantautoras mais interessantes da música que costuma morar na margem certa dos gostos alternativos.
Albin de la Simone
05 fevereiro 2010
[teatro académico de gil vicente, coimbra]
Ao longo da última década, Albin de la Simone tornou-se seguramente numa das maiores referências da chamada chanson française. Músico de formação clássica, percorreu na adolescência os territórios do jazz, procurando um progressivo aperfeiçoamento da sua técnica ao piano. Este trajecto levou-o aos estúdios de gravação de históricos como Alain Souchon, Arthur H ou Alain Chamfort, inicialmente como músico de sessão, e mais tarde acumulando as funções de produtor.
No entanto, não se compadecendo com o anonimato, Albin inicia-se na composição, e em 2003 grava o seu primeira longa-duração, trabalho homónimo recebido com entusiasmo pela imprensa, que nele encontra traços de uma escrita cuidada na forma minimalista das suas composições, destacando-se a faixa Elle Aime, gravada na companhia de Leslie Feist, como que uma matriz do seu imaginário.
Segue-se um segundo álbum, em 2005, intitulado Je Vais Changer. Ironia de um músico que se serviu desse segundo passo para consolidar as suas ideias e para se afirmar entre os seus pares. É com este mesmo álbum que chega o reconhecimento do público francófono, multiplicando-se os concertos a solo, ou na companhia de alguns dos seus contemporâneos, como Vincent Delerm, Jeanne Cherhal, Benjamin Biolay ou Camille.
[teatro académico de gil vicente, coimbra]
Ao longo da última década, Albin de la Simone tornou-se seguramente numa das maiores referências da chamada chanson française. Músico de formação clássica, percorreu na adolescência os territórios do jazz, procurando um progressivo aperfeiçoamento da sua técnica ao piano. Este trajecto levou-o aos estúdios de gravação de históricos como Alain Souchon, Arthur H ou Alain Chamfort, inicialmente como músico de sessão, e mais tarde acumulando as funções de produtor.
No entanto, não se compadecendo com o anonimato, Albin inicia-se na composição, e em 2003 grava o seu primeira longa-duração, trabalho homónimo recebido com entusiasmo pela imprensa, que nele encontra traços de uma escrita cuidada na forma minimalista das suas composições, destacando-se a faixa Elle Aime, gravada na companhia de Leslie Feist, como que uma matriz do seu imaginário.
Segue-se um segundo álbum, em 2005, intitulado Je Vais Changer. Ironia de um músico que se serviu desse segundo passo para consolidar as suas ideias e para se afirmar entre os seus pares. É com este mesmo álbum que chega o reconhecimento do público francófono, multiplicando-se os concertos a solo, ou na companhia de alguns dos seus contemporâneos, como Vincent Delerm, Jeanne Cherhal, Benjamin Biolay ou Camille.
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