Julianna Barwick

Oficina Municipal do Teatro [Coimbra]
11 de Março de 2011
Sexta-feira (23h00)

Julianna Barwick não é uma singer songwriter. A estrutura das suas composições não é estanque. Não se deixa envolver pela camisa de forças que aprisiona ao longo de quatro minutos o formato canção. Raramente incorpora elementos para além da sua própria voz, objecto de constante manipulação, replicando diferentes contextos e texturas emocionais.



Componente determinante no seu trabalho, a forma como Barwick explora o alcance e ressonância das suas vocalizações remonta à sua adolescência, passada no estado do Louisiana, período ao longo do qual integrou inúmeros grupos corais e congregações religiosas. Invariavelmente só em palco, escolhe a companhia de inúmeros pedais de efeitos, laptops, loop stations e sintetizadores, como que recriando um grandioso colectivo de vocalizações que ecoam nas suas memórias.



Ao longo de duas actuações, em Coimbra e Lisboa, Julianna Barwick antecipará o seu próximo álbum, denominado The Magic Place, a ser editado pela reconhecida label Asthmatic Kitty. Duas noites especiais e reveladoras de uma das maiores promessas do lado de lá do Atlântico.

Preços:
Associados Lugar Comum :: € 8,00
Não-Associados :: 
€ 9,00 (compra antecipada) // € 10,00 (compra no dia)

Venda:
Oficina Municipal do Teatro :: 10h30 - 13h00 // 14h30 - 19h00
FNAC de Coimbra :: 10h00 - 24h00
As reservas deverão ser levantadas entre as 22h00 e as 23h, sob pena de perderem efeito.

Reservas:
geral@lugarcomum.pt
 
mediante envio de nº BI ou telemóvel para posterior confirmação
+
referência à quantidade e tipo de bilhetes pretendidos

Stranded Horse

Museu Nacional de Machado de Castro [Coimbra]
11 de Fevereiro de 2011
Sexta-feira (22h00)

Stranded Horse é o projecto do músico francês Yann Tambour. A acompanhar a sua voz usa como instrumentos a guitarra e a kora, por vezes simultaneamente, desenvolvendo uma sonoridade singular, entre a chanson française, os poliritmos africanos, os blues e a folk. 


A sua abordagem à kora é absolutamente não-tradicional mas tão impressionante que o fez já partilhar o palco com um dos expoentes máximos desse instrumento, Ballake Sissoko.




Em 2007, editou o seu disco de estreia Churning Strides e alguns meses depois um vinyl em parceria com Ballake Sissoko. Já em Janeiro de 2011, a editora Talitres lançou Humbling Tides, álbum maioritariamente composto em Bristol e gravado na costa da Normandia, onde continua a explorar novas influências como temas medievais e sonoridades da África Ocidental de forma arrojada e única.





Preços:
Associados Lugar Comum :: € 7,00
Não-Associados :: 
€ 8,00

Venda:
Desde as 21h15, no Museu Nacional de Machado de Castro, apenas na noite do concerto.
As reservas deverão ser levantadas entre as 21h30 e as 22h, sob pena de perderem efeito.

Reservas:
geral@lugarcomum.pt
 
mediante envio de nº BI ou telemóvel para posterior confirmação
+
referência à quantidade e tipo de bilhetes pretendidos


Benoît Pioulard

Salão Brazil [Coimbra]
27 de Janeiro de 2011
Quinta-feira (22h00)

Saído das fileiras da reconhecida editora Kranky, ao longo da última década o fotógrafo e compositor norte-americano Thomas Meluch tornou mais precisos os contornos da silhueta de Benoît Pioulard. Identidade assumida aquando das suas primeiras composições, com aquela assinatura pretendeu o autor convocar e sobrepor a imagem e o som, síntese filtrada por um olhar documental que, desde há alguns anos, o levou a ter por companhia um gravador, no qual regista todo e qualquer ruído envolvente.



É de resto a partir da referida premissa que constrói todo o seu processo criativo, buscando em centenas de gravações arquivadas os sons e as texturas que lhe permitem contextualizar as suas composições. Estas, pontuadas por elementos electrónicos, ainda assim não deixam para trás a relação de proximidade com o seu autor, comportando uma forte marca descritiva em cada uma das suas letras.



Em Lasted, o seu mais recente trabalho, a fotografia confunde-se com a escrita. O detalhe que o autor nele deposita é quase obsessivo, convocando em exclusivo as responsabilidades pela produção, artwork e componente video que acompanha cada um dos seus concertos. Bénoit Pioulard é um control freak. Thomas Meluch um dos mais talentosos autores norte-americanos da sua geração. 



Preços:
Associados Lugar Comum :: € 7,00
Não-Associados ::
€ 8,00

Venda:
Desde as 21h, no Salão Brazil, apenas na noite do concerto.
As reservas deverão ser levantadas entre as 21h15 e as 22h, sob pena de perderem efeito.

Reservas:
geral@lugarcomum.pt

mediante envio de nº BI para posterior confirmação
+
referência à quantidade e tipo de bilhetes pretendidos



Festival Indie Songs Don't Lie 2010

21 e 22 de Outubro de 2010 
[museu nacional de machado de castro, coimbra]
 
Quinta-feira (21h30)
Heather Woods Broderick 
+ Nils Frahm


A afirmação de Heather Woods Broderick como um dos nomes emergentes no espectro indie norte-americano encontra-se intimamente ligada ao percurso do seu irmão. Foi pela mão de Peter Broderick que, em 2006, a jovem violoncelista integrou o projecto Horse Feathers. Um ano mais tarde, acompanharia Peter na sua aventura escandinava, passando a ...fazer parte das fileiras dos Efterklang. Ao longo de todo este percurso, assinou as suas próprias composições, portadoras de uma rara beleza melódica e pontuadas pela sua voz envolvente. Estas viriam a ser reunidas em From the ground, primeiro longa-duração de Heather, álbum que conta com a participação de alguns dos músicos mais reconhecidos de Portland. De resto, é esta assumida opção dos Broderick em colaborar com inúmeros músicos que não só enriquece o seu percurso, como permite encontros como aquele que trará o reputado pianista germânico Nils Frahm ao Museu Nacional Machado de Castro. Assíduo colaborador de Peter Broderick, não só acompanhará a compositora norte-americana, como apresentará as suas próprias composições, com destaque para The bells, uma recentemente editada colecção de improvisos ao piano.


Sexta-feira (22h00) 
Gareth Dickson


O nome do escocês Gareth Dickson permanece desconhecido do grande público, e no entanto, este instrumentista tem sido requisitado, ao longo do último ano, por figuras tão ilustres como a argentina Juana Molina ou a britânica Vashti Bunyan. O seu virtuosismo na guitarra e a forma como as suas composições se entrelaçam em ténues fios sobrepostos, projecta cada vez mais o jovem escocês para a primeira divisão da chamada brit folk. Referências como Nick Drake ou Bert Jansch não são estranhos ao imaginário de Dickson, pairando como fantasmas ao longo das suas actuações. No entanto, a sua familiaridade com o trabalho de Molina, e muito particularmente com o processo interpretativo da autora argentina (na medida em que utiliza loops de voz e guitarra), distancia hoje o escocês da figura de um mero singer songwriter. Com a sua irrepreensível técnica convive hoje uma dimensão experimental, que não encontramos na maioria dos seus pares.