DËNVER

OMT - Oficina Municipal do Teatro [Coimbra]
13 de Junho de 2014
sexta (22h)

Mariana Montenegro e Milton Mahan formaram em 2005, na cidade chilena de San Felipe, um projecto musical denominado Dënver, por referência à obra "On the road" de Jack Kerouac. Ligados a bandas noise locais, o seu primero EP "Solenoide" (2006) logo se distanciou desse ponto de partida, incorporando uma confluência de referências que concorreram para cristalizar a sonoridade da banda. 



Esse processo acelerou-se com a mudança para a capital Santiago, na qual passaram a colaborar com nomes como Gepe, José Gonzáléz ou Coiffeur. Seguiu-se um primeiro longa duração intitulado "Totoral" (2008), logo acompanhado pelo álbum que lhes conferiu um estatuto de culto na indie pop sul-americana, o muito elogiado "Música, Gramática, Gimnasia" (2010). Com este segundo trabalho, o duo aprofundou a síntese entre a pop, a electrónica e a folk local, sendo de destacar também o trabalho de Bernardo Quesney, realizador chileno que colaborou de perto com a banda construindo uma coerência visual em torno da mesma. 



Após a edição em Junho passado do seu terceiro trabalho "Fuera de Campo" (2013), os Dënver atravessam o Atlântico não só para o promover, mas também para nos conduzir pelo passado recente de um dos mais criativos projectos saídos da América do Sul na última década. 

Com datas no Porto (Maus Hábitos - 12.06) e Coimbra (OMT - 13.06), prometem duas noites indie pop sob o signo do Verão.

Entradas:
Dada a lotação limitada da sala, a reserva de entradas é aconselhada e pode ser efectuada através do e-mail geral@lugarcomum.pt (mediante envio de indicação do nome completo + nº BI para posterior confirmação).

Preços:

[a anunciar]

Locais de venda:
Oficina Municipal do Teatro

Rua Pedro Nunes s/n, 3030-199 Coimbra

Reservas:
geral@lugarcomum.pt
(com envio de nº BI ou telemóvel para posterior confirmação)

Levantamentos:
Entre as 21h30 e as 22h00, sob pena de perderem efeito.

Evento de Facebook:
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produção Lugar Comum + co-organização OMT + apoio RUC



CALVIN JOHNSON

àCapella [Coimbra]
02 de Maio de 2014
sexta (23h15)


Como uma vez o semanário Guardian escreveu, Calvin Johnson, um pioneiro do paradigma do que pode ser e significar uma editora de discos independente, o homem de palco excêntrico, o amigo de Kurt Cobain, é um exemplo de um poderoso paradoxo: realeza indie. Como fundador e doutrinário da K Records, uma plataforma multiforme iniciada em 1982, orientada inicialmente para a comunidade local da sua cidade Olympia e indissociável de nomes como Beck, Mirah, Make-Up ou Built to Spill, assim como através das suas bandas Beat Happening e Dub Narcotic, provou que a música 'independente' ou 'alternativa', de finais de '80 em '90, não era uma lamentável afiliação de indigentes sem talento ou motivação. Tratava-se ao invés de um movimento de emancipação de estilo, e um campo social construído propício para indivíduos com personalidade carismática brilharem e seduzirem mais gente a abraçarem a proposta de descentralização criativa do punk rock.
O seu trabalho a solo afasta-se dos registos rock e funk que alguns dos seus passados projectos percorreram, oferecendo-lhe a possibilidade de explorar géneros como a folk, os blues ou mesmo o gospel. Consequência disso mesmo, as suas actuações a solo privilegiam muitas vezes o canto a capella, sendo a sua voz de barítono apenas acompanhada pontualmente pela sua guitarra, subvertendo o formato 'acústico' domesticado e previsível, optando por tocar de pé e potenciar uma atmosfera espontânea de partilha entre público e performer num tipo de concerto avesso à contemplação passiva do artista.
É neste formato minimal e primitivista que se apresentará em Coimbra, a 2 de Maio, numa noite de partilha da dimensão extraordinária que a interpretação de canções ao vivo pode - e deve - tomar. 

"He's a beacon of the unpindownable punk spirit. He's seminal. (...) Johnson's an institution, like marriage and Astroglide." - Pitchfork

"Many artists tend to sacrifice creativity in their quest for perfection. Fortunately, Johnson never has." - PopMatters

"(...) a man who’s nigh-on defined DIY label craft." - Drowned In Sound



Entradas:
Dada a lotação limitada da sala, a reserva de entradas é aconselhada e pode ser efectuada através do e-mail geral@lugarcomum.pt (mediante envio de indicação do nome completo + nº BI para posterior confirmação).

Preços:

€ 5,00 - associados LC
€ 6,00 - com reserva
€ 7,00 - venda na data do concerto

Locais de venda:
àCapella (Rua do Corpo de Deus, Largo da Vitória), na noite do concerto, após as 21:15.

Reservas:
geral@lugarcomum.pt
(com envio de nº BI ou telemóvel para posterior confirmação)

Levantamentos:
Entre as 23h00 e as 23h15, sob pena de perderem efeito.

Evento de Facebook:
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organização/produção Lugar Comum + colaboração àCapella + apoio RUC


CÍCERO

CAV - Centro de Artes Visuais [Coimbra]
13 de Dezembro de 2013
sexta (22h00)


Corria o ano de 2011 quando Cícero deu a conhecer as dez “Canções de Apartamento” que mobilavam o seu primeiro álbum. Disponibilizado de forma independente e gratuita, através do seu site oficial, bastaram apenas três semanas para que atingisse a marca de 10.000 downloads. À medida que as suas músicas eram partilhadas, multiplicaram-se os elogios da crítica e cresceu uma militância em torno de um registo intimista e depurado, pontuado por uma escrita devedora dos pequenos recortes do dia-a-dia. De acordo com o seu autor, “Canções de Apartamento” não pretendeu ser um manifesto de solidão, mas tão só um desabafo sincero e pessoal. Tão pessoal que o próprio Cícero, na capa do álbum, escolheu desde logo denunciar as suas referências, desde Beatles a Caetano Veloso, passando por Thom Yorke, Chico Buarque, Los Hermanos e tantos outros nomes. 



Dois anos volvidos, surge um segundo trabalho intitulado “Sábado”. Improvável para quem esperava uma mera repetição de fórmulas, prova ser um passo em frente, percorrendo um território minimalista e por vezes experimental. Cícero escolhe não fazer cedências ao mediatismo, ao invés conduzindo-nos por um conjunto de composições que, rejeitando estruturas tradicionais, levam tempo a fazer o seu caminho. E também por isso fazem prova da sua maturidade. 



Pela primeira vez em Portugal, Cícero apresenta-se em Coimbra, num concerto que certamente demonstrará o porquê de estarmos diante de um dos mais reconhecidos autores da actual música brasileira. Por uma noite, o Centro de Artes Visuais será o seu apartamento e nós seremos os seus convidados. 



"Poucos artistas nacionais surgidos recentemente conseguiram acumular tamanho fascínio do público em tão pouco tempo quanto o carioca Cícero." - Miojo Indie

"O novo disco faz parte de um diálogo da vida urbana com questões pessoais. Para fugir dos fantasmas do segundo disco, Cícero partiu do mesmo lugar, dessa vez porém chegou mais longe." - Jornal O Globo

"São menos de 30 minutos embalados por uma MPB moderna com leves traços de indie rock e tímidas guitarras sujas, gravados em diversas casas por onde o músico passou nos últimos meses." - Rolling Stone 

Preços:
10€ (geral) / 8€ (associados LC)

Locais de venda:
CAV - Centro de Artes Visuais (Pátio da Inquisição), na noite do concerto, após as 21:15.

Reservas:
geral@lugarcomum.pt
(com envio de nº BI ou telemóvel para posterior confirmação)

Levantamentos:
Entre as 21h15 e as 22h00, sob pena de perderem efeito.


Evento de Facebook: [link]

organização/produção Lugar Comum + colaboração CAV + apoio RUC

SILVA

Teatro Académico de Gil Vicente [Coimbra]
21 de Novembro de 2013
quinta-feira (21h30)



Por ocasião da apresentação da Grelha de Inverno 2013/14, a Rádio Universidade de Coimbra e a Lugar Comum trazem até Coimbra, no próximo dia 21 de Novembro de 2013, o brasileiro SILVA.

Decorria o ano de 2010 quando no MySpace surgiu “A Visita”, primeira incursão pelos territórios da MPB de um até aí anónimo Lúcio Souza. Cuidadosamente pontuada por violinos e pela destreza lírica do seu autor, a composição parecia indiciar uma abordagem tradicional da música brasileira, ancorada ao universo buarquiano.




Vencedor do Prémio Multishow e escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte como o melhor músico de 2012, SILVA é hoje um nome aclamado junto do público e da imprensa brasileira. Figura relevante de uma nova geração de músicos (Cícero, Bárbara Eugênia, Clarice Falcão) cujo dinamismo e criatividade extravasam o perímetro de fórmulas clássicas como a bossanova ou a MPB.




Porém, o que se lhe seguiu veio dissipar esta ideia, designadamente a edição em 2011 de um EP com a assinatura SILVA. A esta alteração veio a corresponder a adopção de uma nova sonoridade, incorporando agora elementos electrónicos, num registo predominantemente minimalista, que veio retirar à sua escrita a dimensão narrativa. SILVA passou a ser um projecto de pop independente, cujas referências são maioritariamente internacionais e não apenas brasileiras. Prova disso mesmo, o álbum “Claridão”, editado em 2012, encontra-se enredado numa pop leve e etérea, edificada sobre samples e sintetizadores, sugerindo a proximidade de nomes como James Blake ou Youth Lagoon.

Em Portugal pela primeira vez, SILVA actua no próximo dia 21 de Novembro, em Coimbra, no Teatro Académico Gil Vicente, por ocasião da apresentação da Grelha 2013/2014, da Rádio Universidade de Coimbra.




Preços:
Bilhete normal :: € 10,00
Bilhete desconto :: 
€ 8,00 :: < 25, Estudante, > 65, Grupo +10, Desempregado, Parcerias , Sócio RUC, Associado Lugar Comum

Locais de venda:
Teatro Académico de Gil Vicente (Praça da República, Coimbra)

Evento de Facebook: [link]

organização/produção:
Lugar Comum + Rádio Universidade de Coimbra