ANNA ST. LOUIS

TAGV - Teatro Académico de Gil Vicente [Coimbra]
sábado, 4 de Maio de 2019
21:30

Foi por entre as colinas verdejantes de Mount Washington, Los Angeles, que Anna St. Louis registou as onze faixas que compõem o seu primeiro álbum. Intitulado "If Only There Was A River", contou com a produção e arranjos de Kevin Morby, igualmente responsável pela sua edição, no passado mês de Outubro, através da label Woodsist.



Embora tratando-se de um lançamento recente, publicações como a Pitchfork ou a Uncut têm seguido com relativa antecipação o percurso da cantora, ora destacando a autenticidade e confiança das suas vocalizações, num registo que convoca as suas origens em Kansas City, ora sublinhando a qualidade da sua escrita, plena de sinceridade e evocativa dos grandes espaços pelos quais se estende o midwest. Nomes como Loretta Lynn, Karen Dalton, Joni Mitchell ou Hope Sandoval virão certamente à memória, aquando de uma primeira audição das composições de Anna St. Louis. No entanto, não se trata de uma mera emulação, ou sequer tributo. Ainda no início do seu percurso, a cada atuação, St. Louis vai demarcando e afirmando o seu espaço no sobrelotado território indie norte-americano.



Integrada na sua primeira tour europeia, Anna St. Louis traz ao palco do Teatro Académico de Gil Vicente as composições de "If Only There Was A River", interpretadas a solo, num registo de proximidade e compromisso com o público que, certamente, demonstrará estarmos perante uma das mais entusiasmantes propostas da indie folk contemporânea.

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"Uma das mais promissoras singer-songwriters deste ano." - Pitchfork

"Um fantástico primeiro trabalho, através do qual Anna St. Louis se estabelece como um elemento central da folk contemporânea." - PopMatters

"Há algo de refrescante em nos apoiarmos nas nossas valências, ao invés de tentarmos criar ou inventar algo que nos ultrapassa. No caso de St. Louis, essa resistência é a sua maior qualidade." - Uncut

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:: Bilhetes
8€ (≤ 25 anos, ≥ 65 anos, Comunidade UC, Grupo ≥ 10 pessoas, desempregado, parcerias)
10€ (geral)

A subscrição anual da condição de "Associado Lugar Comum", no valor de 5€, permite o acesso a descontos e outras vantagens.


Uma organização da Lugar Comum, em colaboração com o TAGV.

Evento de Facebook: [ link ]

organização / produção: Lugar Comum
colaboração: TAGV
apoios: Câmara Municipal de Coimbra / Rádio Universidade de Coimbra

DAVID ALLRED

CAV - Centro de Artes Visuais [Coimbra]
sábado 26 de Janeiro de 2019
22:00


Nils Frahm, Ólafur Arnalds, Peter Broderick ou Douglas Dare são alguns dos nomes que, ao longo dos últimos anos, definiram o perfil da editora Erased Tapes. Tendo o piano como âncora, num constante diálogo com os diversos segmentos da electrónica, o trabalho destes e de outros compositores pertencentes aos quadros da label britânica confunde-se com a identidade desta, conferindo-lhe a consistência e coerência artística que raros projectos alcançaram.
À semelhança do que aconteceu no passado, alguns destes músicos não só gravam pela Erased Tapes como, através de uma multiplicidade de colaborações, têm-se revelado instrumentais ao aparecimento e acolhimento nas suas fileiras de novos compositores. Tal foi o caso do californiano David Allred, engenheiro de som e músico de sessão, que tendo trabalhado, entre outros, com Chantal Acda e Heather Woods Broderick, acabou por ser desafiado por Peter Broderick a acompanhá-lo em algumas datas europeias e, posteriormente, a participar da colectânea “1+1=X”, aquando da celebração do décimo aniversário da Erased Tapes.



O passo seguinte, contando sempre com a curadoria de Broderick, acabaria por resultar na gravação de um primeiro disco, editado em Novembro de 2018 pela label britânica. Intitulado “The Transition”, tem como pano de fundo as experiências vividas pelo norte-americano quando trabalhava num lar de idosos, confrontado com a efemeridade da vida e o desconhecimento do que se encontra para além dela. Tendo por base o piano e o baixo, seus instrumentos de eleição, ao longo de 10 faixas, o californiano constrói aos 26 anos um álbum de rara maturidade. Referências ao imaginário de David Lynch ou a narrativas recolhidas aquando da sua anterior ocupação, povoam as composições de Allred, conferindo-lhes um elemento de storytelling que não se encontra em alguns dos seus pares.



A relação entre a Lugar Comum e a Erased Tapes remonta a uma primeira passagem de Peter Broderick por Coimbra, corria o ano de 2009, fazendo-se acompanhar então por um ainda relativamente desconhecido berlinense que testava as primeiras composições ao piano. Nils Frahm havia de regressar um ano volvido, na companhia de Heather Woods Broderick. Posteriormente, em 2014 e 2016, foi a vez de Peter e Heather, uma vez mais passarem por Coimbra para apresentarem novos lançamentos. Recentemente, em 2017, coube a Douglas Dare acrescentar mais um capítulo memorável a esta longa relação.
É, pois, com indisfarçável prazer que a Lugar Comum dá início à sua programação para o ano de 2019, trazendo até ao palco do Centro de Artes Visuais, na noite de 26 de Janeiro, o norte-americano David Allred, o qual apresentará ao público o muito antecipado “The Transition”.



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«This is music of transcendent beauty»
- The Times

«Mournful piano, Allred's delicate baritone stretched and often glazed with subtle FX, like an ecclesiastical reading of John Grant's brooding pop»
- MOJO

«Weltschmerz (world weariness) has seldom been as movingly beautiful as on this debut»
– Rolling Stone (Alemanha)


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:: Bilhetes
7€ (associados Lugar Comum)
8€ (geral)

:: Reservas
Através do e-mail: lugarcomum.pt@gmail.com (mediante envio de indicação do nome completo + nº BI para posterior confirmação)

Os bilhetes reservados deverão ser confirmados e levantados no dia do concerto, no CAV - Centro de Artes Visuais (Pátio da Inquisição), entre as 21h30 e as 21h50.

A subscrição anual da condição de "Associado Lugar Comum", no valor de 5€, permite o acesso a descontos e outras vantagens.

Uma organização da Lugar Comum, em colaboração com o CAV – Centro de Artes Visuais.

Evento de Facebook: [ link ]

organização / produção: Lugar Comum
colaboração: CAV - Centro de Artes Visuais
apoios: Câmara Municipal de Coimbra / Rádio Universidade de Coimbra

OLDEN YOLK

CAV - Centro de Artes Visuais [Coimbra]
sábado 27 de Outubro de 2018
22:00


Partindo de um núcleo formado pelos virtuosos Shane Butler e Caity Shaffer, o projecto Olden Yolk vem integrando nas suas fileiras diversos outros músicos cujo percurso tem sido trilhado no domínio do folk/rock. Não obstante gozar já de um assinalável estatuto na cena indie norte-americana, resultante do trajecto da sua anterior banda, os Quilt, é nos Olden Yolk que Butler parece ter encontrado a plataforma que lhe permite explorar um espectro sonoro mais vasto.



Não rejeitando a pureza pastoral da brit-folk de Nick Drake, ou o legado da Greenwich Village de Karen Dalton e dos Velvet Underground, o perímetro sonoro dos Olden Yolk permite integrar de igual modo elementos vindos do krautrock dos Can e dos Neu!, bem como o art-rock de Dan Bejar e, por vezes, o pendor psicadélico que hoje encontramos em tantos dos seus pares. No entanto, o que à partida poderia resultar numa encruzilhada, acaba por ganhar expressão como uma realização consistente e coesa.



Produzido por Jarvis Taveniere (Woods), “Olden Yolk” segue-se ao lançamento de um primeiro split single com a californiana Weyes Blood, aportando uma forte componente lírica, sublinhada por toda a imprensa que acolheu entusiasticamente o projecto, não tivesse a relação artística entre Butler e Shaffer se iniciado com a troca de poemas da sua autoria através do serviço postal. Caso para se dizer que «no início era o verbo».



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«The wonderfully evocative lyrics are offset by the razor-sharp songwriting. The result is a dizzying album that refashions folk-rock music for the modern ear.»
- Pop Matters [8/10]

«The best representation of the band’s strenghts: subtly hooky melodies, abstract yet reliable lyrics, and an appealing dreaminess that will have you surprising yourself.»
- Paste Magazine [7.7/10]

«Olden Yolk's nifty indie-pop is informed by the chords and cadences of psychedelic folk, in a similar vein to Vetiver and Cate Le Bon.»
– Uncut Magazine [7/10]


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:: Bilhetes
7€ (associados Lugar Comum)
8€ (geral)

:: Reservas
Através do e-mail: lugarcomum.pt@gmail.com (mediante envio de indicação do nome completo + nº BI para posterior confirmação)

Os bilhetes reservados deverão ser confirmados e levantados no dia do concerto, no CAV - Centro de Artes Visuais (Pátio da Inquisição), entre as 21h30 e as 21h50.

A subscrição anual da condição de "Associado Lugar Comum", no valor de 5€, permite o acesso a descontos e outras vantagens.

Uma organização da Lugar Comum e da Son Estrella Galicia, em colaboração com o CAV – Centro de Artes Visuais.

Evento de Facebook: [ link ]

organização / produção: Lugar Comum / Son Estrella Galicia
colaboração: CAV - Centro de Artes Visuais
apoios: Câmara Municipal de Coimbra / Rádio Universidade de Coimbra

JEFFREY LEWIS & LOS BOLTS

Salão Brazil [Coimbra]
sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
22:00


Pelo terceiro ano consecutivo, a Lugar Comum responde ao convite da SON Estrella Galicia (SONEG), associando-se ao ciclo de concertos American Autumn. Os meses de Outono, nos palcos de Coimbra, Madrid, Ourense e Santiago de Compostela contarão assim, mais uma vez, com alguns dos mais relevantes nomes da actual música indie norte-americana. No início deste terceiro ano da extensão a Coimbra deste ciclo de concertos, o palco do Salão Brazil recebe o garage rock, a antifolk e as estórias trazidas de Nova Iorque por Jeffrey Lewis & Los Bolts!



Reclamando um espaço entre a folk e o punk, o movimento antifolk afirmou a sua identidade pela via da rejeição. Recusou o compromisso político e a exigência lírica da folk tradicional, escolhendo cantar as diatribes do quotidiano. Afastou-se da natureza impetuosa e exígua do punk, mostrando-se experimental, trocista e por vezes infantil. E se, num primeiro momento no início da década de '90, permaneceu escondido do olhar do público, uma década volvida um grupo de novos músicos resgataram em definitivo a antifolk do seu estatuto de culto. Entre aqueles figuravam Adam Green e Kimya Dawson (The Moldy Peaches), Regina Spektor, Dufus e Jeffrey Lewis.



Tendo partilhado o palco com referências como Stephen Malkmus, Frank Black e Daniel Johnston, o percurso de Jeffrey Lewis tem sido marcado pela antifolk e o garage rock, e em igual medida por uma singular componente visual, que vem acompanhando cada um dos seus trabalhos, da autoria do próprio, um reconhecido autor de BD. Foi pela consagrada label Rough Trade que, em 2015, editou mais um álbum de originais de uma já incontável lista de edições (mais de uma vintena, entre EP’s e colaborações). No entanto, “Manhattan” parece ter captado a especial atenção do público e da imprensa, que o veio a considerar o seu melhor trabalho até à data.



Visceral, no modo como revisita e expõe algumas das suas experiências pessoais, sem no entanto perder de vista o sentido do absurdo que sempre guiou a sua escrita, Jeffrey tem vindo lentamente a ceder ao storytelling que desde o início habitou as suas canções, encontrando conforto na sua companhia. Enquadrado por uma banda que conta com colaboradores de longa data (no palco e em estúdio), é num momento amadurecido e de pleno fulgor criativo que marcamos encontro com um dos músicos mais relevantes da indie norte-americana das duas últimas décadas.

A convite da Lugar Comum, e no âmbito do ciclo de concertos American Autumn Son Estrella Galicia, que fará igualmente passar Jeffrey Lewis por Madrid e Ourense, é dada a possibilidade ao público de Coimbra de, em exclusivo, no Salão Brazil, marcar encontro com uma das mais consistentes referências da indie norte-americana.

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"Lewis is unlikely to ever dramatically change; instead his music slowly develops and wizens, as we all do. It’ll be fun growing old with him."
- The Guardian

“You can really appreciate the talent of Jeffrey Lewis as a lyricist. Because throughout all his bleak musings on life and existence in the Big Apple, there is a defiant sense of humour instilled within."
– The Line Of Best Fit

"With one foot in the indie rock world and another in NYC’s folk heritage, Jeffrey Lewis has carved out his own niche thanks to his thoughtful, often funny songs that present his unique, empathetic worldview. He is always worth seeing live."
– Brooklyn Vegan


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:: Bilhetes
8€ (associados Lugar Comum)
10€ (geral)

A subscrição anual da condição de "Associado Lugar Comum", no valor de 5€, permite o acesso a descontos e outras vantagens.

Uma organização da Lugar Comum e da Son Estrella Galicia, em co-produção com o Salão Brazil.

Evento de Facebook: [ link ]


organização / produção: Lugar Comum / Son Estrella Galicia
produção: Lugar Comum / Salão Brazil
apoios: Câmara Municipal de Coimbra / Rádio Universidade de Coimbra